Estréia do filme Marighella em Berlim, é marcado por protestos
Wagner Moura estreou como diretor na mostra principal do Festival de Cinema de Berlim, na última sexta-feira (15), com o filme 'Marighella'.
O longa conta a história do político e escritor baiano Carlos Marighella, integrante do Partido Comunista Brasileiro, que após o golpe de 1964 se tornou guerrilheiro e, foi morto em 969 pela ditadura militar. Na coletiva de imprensa Wagner comparou a morte de Marighella com a da vereadora Marielle Franco, morta ano passado. " Marighella foi assassinado em 1969. Um homem negro, revolucionário, de esquerda. Foi assassinado pelo estado dentro de um carro há 50 anos. E 50 anos depois de Marighella, uma vereadora no Rio de Janeiro, também negra, de esquerda e defensora dos direitos humanos, foi assassinada dentro de um carro e provavelmente por agentes do estado...O estado não mudou, ele escolhe seus inimigos...", disparou o ator, que passou pelo tapete vermelho segurando uma placa de rua com o nome de Marielle, e ao lado do elenco e produção do filme, e do ex vereador Jean Wyllyes , gritou 'Marielle presente'.
"Esse filme é provavelmente um dos primeiros produtos culturais da arte brasileira que está em contraste com o grupo que está no poder no Brasil", falou Wagner, que afirmou que o filme não é resposta ao governo que se declarou a favor das torturas, e admitiu que será difícil lançar o filme no Brasil, mas espera que a estrea internacional abra caminho. "Nosso filme não é obviamente somente sobre os que resistiram nas décadas de 1960 e 1970, mas é também sobre os que estão resistindo agora.", declarou o o ator/diretor que em seguida recebeu calorosas palmas.
Brasileiros que residem em Berlim protestaram contra a prisão do ex-presidente Lula e contra atos do atual governo brasileiro.




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